Témé Tan

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Title : 27 JULHO
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Catalog ref. : 22:40

Dia 27 de julho é dia de receber Témé Tan no Museu Nacional de Arqueologia. O artista natural da República Democrática do Congo, criado entre Kinshasa e Bélgica, inspira-se nas suas viagens para criar música ultramoderna. Muitos dos melhores e mais inovadores músicos são aqueles que produzem uma síntese radical de sons e culturas de todos os continentes – mas são poucos os que o fazem com tamanha destreza, leveza de toque e entusiasmo como Tanguy Haesevoets, também conhecido como Témé Tan.

Selma Uamusse

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Title : 27 JULHO
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Catalog ref. : 21:40

Selma Uamusse leva as suas raízes Africanas ao magnífico palco do Claustro do Mosteiro dos Jerónimos, dia 27. Canta as suas letras na língua de Moçambique, em changana e em chope, integra na sua música instrumentos tradicionais como a timbila e a mbira, assim como influências do seu percurso entre o Jazz, Rock’n’Roll , o Gospel e o Soul. Selma Uamusse soa a uma explosão de géneros. O primeiro disco ouve-se como duas viagens simultâneas entre Portugal e Moçambique, onde a cantora se abastece de sons e partilha a sua identidade.

Suave

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Title : 27 JULHO
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Catalog ref. : 21:15

SUAVE é o novo projeto de Nick Suave (ex-Nick Nicotine, dos Nicotine’s Orchestra). Após quase duas décadas a ser referencia incontornável no panorama mais alternativo do rock and roll nacional, Nick pega na energia que o contagia e apresenta o disco “PORTUGUÊS SUAVE”. Este trabalho apresenta uma aproximação a universos sonoros que Nick já havia explorado no passado, mas, desta feita, cantando num português direto e, claramente, apontado aos corações. Com a sua voz característica, Nick canta variações sobre o tema do amor alicerçadas numa música onde se conseguem ouvir claramente as suas maiores influências: Motown e o rock and roll mais antigo, mas sem qualquer pretensão ao revivalismo. Música intemporal, com os pés assentes confortavelmente em 2018.

João Berhan

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Title : 27 JULHO
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Catalog ref. : 20:30

O Picadeiro Real no antigo Museu dos Coches, recebe no primeiro dia do festival, João Berhan. Berhan é basco, ou etíope, ou persa. João é de Lisboa. Em 2010, deixou de entulhar tribunais com insolvências e virou-se para as canções. Gravou em casa um inopinado e incógnito disco de estreia (Toda a Gente a Fugir para a Frente, 2012) e cantou-o pelo país. Para chegar a 2018, serviu à mesa, praticou apneia nas profundezas disruptivas do corporate marketing impactante, escreveu canções sobre isso (esta parte é mentira) e fez um filho. Tudo por gosto. O resultado deste trajeto rigorosamente sinuoso é o seu segundo longa-duração (o da consagração, segundo os teóricos), composto com doce indolência e gravado por pura gentileza – com Diogo Picão e Ricardo Ribeiro nos sopros, Baltazar Molina e Miguel Gelpi nos ritmos, Teresa Campos nas vozes. Canções raras. Com coisas para dizer, para orelhas que as queiram ouvir.

Beatriz Pessoa

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Title : 27 JULHO
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Catalog ref. : 21:00

Dia 27 de julho Beatriz Pessoa vai encher o Palco do Museu de Arqueologia com a beleza e a força de uma voz inconfundível. O EP “Insects” apresentou Beatriz Pessoa. Canções delicadas de toada jazz com força jovial e feminina como o caso de “You Know”, o primeiro tema de avanço, que tem honras de estar presente na compilação Novos Talentos FNAC 2017. Apresentações em salas como a Casa da Música (Porto), NOS Alive’18, e a presença em eventos de relevo um pouco por todo o País, reforçam que se está perante um dos mais promissores talentos da música portuguesa.

Churky

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Title : 27 JULHO
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Catalog ref. : 22:05

O Museu da Presidência, recebe no primeiro dia do festival a promissora voz de Diogo Alexandre da Silva Rico Rodrigues, conhecido por Churky. O cantor, guitarrista, compositor e produtor musical português começou a sua carreira em 2007, com 13 anos de idade, como vocalista e guitarrista dos Blacknoises, primeira banda de covers que atuava geralmente em bares. No início de 2015, enquanto estava em estúdio a gravar as primeiras músicas, participa no Festival da Canção como compositor de “Mal Menor”. Interpretada pelo tenor José Freitas. A 15 de novembro sai então, o seu disco de estreia. “Golden Riot”, com selo independente e gravado em Leiria, com a produção a cargo de Nuno Simões, com 11 temas originais. Os principais singles foram “I Just Wanna Disappear”, “Pray” e “Honeymoon” e “I Wanna Play The Blues”. A tour de apresentação, passou não só por Portugal, mas também por Espanha, França, Irlanda, Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos.

Sem Medo. 60 Anos Depois!

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Title : 27 e 28 Julho
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Catalog ref. : 19h00 às 24h00

As eleições presidenciais de 8 de junho de 1958 foram um momento marcante da História recente de Portugal. Pela primeira e única vez durante o Estado Novo (1933-1974) um candidato oposicionista levou a sua candidatura até ao dia das eleições. Humberto Delgado causou um autêntico terramoto político que fez tremer o regime. A sua atitude, os discursos inflamados, a promessa de demissão do presidente do Conselho e a campanha «à americana», arrastaram multidões pelo país fora e garantiram-lhe o apoio da maioria dos movimentos oposicionistas portugueses. Perante a popularidade do «General sem medo», Salazar fez aumentar a repressão sobre Delgado e seus apoiantes, garantindo, a todo o custo, a vitória do candidato da União Nacional, o contra-almirante Américo Tomás.

27 e 28 de Julho das 19h00 às 24h00

Museu Presidência – Exposição Permanente

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Title : 27 e 28 Julho
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Catalog ref. : 19h00, 20h00, 21h00, 22h00 e 23h00

Nas visitas rápidas ao Museu da Presidência da República iremos dar a conhecer o papel e a evolução da instituição presidencial e a vida e ação politica dos seus protagonistas desde o Presidente Manuel de Arriaga ao atual Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.
27 e 28 de Julho às 19h00, 20h00, 21h00, 22h00 e 23h00 (número máximo de 30 participantes)*

Workshop de Aguarela

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Title : 27 Julho
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Catalog ref. : 19h00 às 20h30

Inspirado na temática da Presidência da República e da sua história, a artista plástica Isa Silva propõe a criação de um marcador de livros personalizado, quem sabe para utilizarem numa leitura pelos jardins do Palácio antes do inicio dos concertos, utilizando a técnica da aguarela.

27 de julho das 19h00 às 20h30 (número máximo de 12 participantes)

Para mais informações, contacte o Museu através do telefone 213 614 660 ou do endereço de correio eletrónico museu@presidencia.pt

Linha, Forma e Cor — Obras da Coleção Berardo

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Title : 27 e 28 Julho
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Esta exposição centra-se na análise de um conjunto de obras da Coleção Berardo em que os artistas utilizam livre e criativamente a linha, a forma e a cor — elementos que estão intrinsecamente ligados à nossa vida, a tudo o que vemos, tocamos ou sentimos, e que podem ser considerados os principais blocos de construção da arte abstrata desde o início do século xx.

O aparecimento da fotografia no princípio do século xix tornou incongruente toda a forma de pintura naturalista e imitativa e levou os artistas a debaterem, questionarem e rejeitarem o conceito de arte. Mas o século xx não se limitou a debater, questionar e rejeitar o conceito de arte: preocupou-se também em defini-lo e redefini-lo, testando as suas possibilidades através da multiplicidade de estilos e movimentos.

A presente exposição pretende, a partir de quatro artistas presentes na Coleção Berardo — Kazimir MalevichPiet MondrianJosef Albers e Ad Reinhardt—, analisar a arte abstrata, bem como o enorme leque de ações e possibilidades expressivas que dela surgiram, através da grande tensão que existe entre os seus diferentes ramos (não-objetiva, não-figurativa, absoluta e concreta).

A arte abstrata surge no início do século xx, a partir das experiências das vanguardas europeias que recusam a herança renascentista das academias de arte e usam os elementos puros das artes visuais — como as cores, as linhas e as formas geométricas — na composição das suas obras de uma forma não-representacional e absolutamente livre.

É, no entanto, a partir dos anos 40, no pós-guerra, que a arte abstrata alcança o seu triunfo. Começando em Paris, importada por artistas emigrantes holandeses, russos e alemães, conquista a Europa inteira, ultrapassando fronteiras, continentes e oceanos, sendo o reflexo do estado de espírito dos artistas, profundamente tocados e afetados pelas ondas de choque que abalam os valores da civilização, da cultura e da arte.

É neste estado de espírito, aliado à sensação de liberdade que se vivia e à crença numa arte universal, sem fronteiras, que devemos inserir o triunfo da arte abstrata no pós-guerra.

Malevich é o primeiro artista que tenta seriamente chegar à pintura absoluta, purificada de qualquer alusão objetiva, através da supremacia da cor e da forma, que nos permitirão alcançar a sensação pura e o carácter dinâmico da obra de arte. O seu pensamento influenciará profundamente a obra de artistas como Yves KleinPiero Manzoni e Robert Ryman.

Para Mondrian, a eliminação do real e do visível é um princípio filosófico e transcendental que se alcança através de uma pureza estética, criada a partir das cores e dos elementos puros. Mondrian e o movimento De Stijl influenciarão os artistas da action painting, da arte monocromática, da arte cinética, da pintura zero e da op art.

Influenciado pelo De Stijl, Albers apresenta uma extrema redução da forma, elaborada com grande primor pictórico e técnico. As suas pinturas maiores, a série Homenagem ao Quadrado, pintadas a partir de 1950, demonstram claramente como as coisas elementares são inexplicáveis. A sensação de insegurança que as suas obras provocam é, sem dúvida, a grande prova da falibilidade da nossa percepção. A combinação das possibilidades perceptivas é infinita, e a incapacidade de o nosso olhar as fixar é dolorosamente evidente, tanto física como mentalmente. É necessário ter uma enorme sensibilidade para captar as suas nuances e reconhecer a originalidade da sua obra.

Para Reinhardt, a pintura só é concebível como o produto de uma cultura à beira do fim. As suas pinturas aproximam-se do grau zero, daquilo que não é visível. Na década de 1950, utiliza apenas uma cor, passando do azul para o preto, capaz de variações infinitas, com a adição de cores primárias. Um preto que inclui todas as cores, que significa tudo, precisamente porque é negativo, propondo uma arte pura e vazia, absoluta, exclusiva, não-objetiva, não-representativa, não-expressionista, independente, intemporal e não-subjetiva.

Hoje, e com o distanciamento que o tempo nos permite, podemos concluir que a arte abstrata não foi unificadora, não aboliu a beleza nem eliminou o individualismo; antes pelo contrário, deu origem a inúmeras possibilidades expressivas. Nesta exposição, tentaremos analisar algumas das quais através do jogo de conceitos, intuições e sentimentos que os artistas exploram e que nos provocam diferentes emoções e interpretações; assim, há uma emancipação, bem como uma renúncia às mensagens que lhes são impostas.

Obras de  Josef Albers, Fernando Calhau, Alan Charlton, Noronha da Costa, José Pedro Croft, Ian Davenport, Fernanda Fragateiro, Al Held, Gary Hume, Ann Veronica Janssens, Peter Joseph, Yves Klein, Imi Knoebel, José Loureiro, Kazimir Malevich, John McCracken, Ana Mendieta, Piet Mondrian, Bruce Nauman, Ad Reinhardt, Pedro Cabrita Reis, António Sena, Ângelo de Sousa, Frank Stella, Hiroshi Sugimoto, Cy Twombly e Victor Pires Vieira.
Curadoria de Rita Lougares e Jorge André Catarino.