Exposição Permanente Museu Coleção Berardo (1960-2010)

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Title : 15 e 16 de setembro
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A exposição agrupa os mais significativos movimentos artísticos das neovanguardas, como sejam o Minimalismo, o Conceptualismo, o Pós-minimalismo, a Land Art ou a Arte Povera, entre outros. No curso destes movimentos o objeto artístico sofreu uma profunda reconfiguração das suas categorias tradicionais, pelo que a sua manifestação implicou a realização de pressupostos apenas vislumbrados pelas vanguardas históricas e um refazer no depois desse tempo.

O percurso inicia-se com as experiências minimalistas que reclamaram o primado da experiência percetiva sobre o conhecimento linguístico do objeto artístico, a que segue um aprofundamento do sensorialismo, já não restringido ao âmbito da visão, mas extensível aos movimentos do corpo do observador.

O papel da linguagem verbal e da sua relação com a imagem, geralmente fotográfica, que o conceptualismo interrogou, define uma outra ordem para o objeto artístico, que perdeu a sua relação com o fazer artesanal e se posicionou como ideia do que pode ser enquanto arte. Se a arte minimal havia valorizado o objeto produzido industrialmente, a Arte Povera italiana veio confrontar essa determinação tecnológica com o valor das substâncias naturais e a sua memória poética, numa dialética crítica.

Por seu turno, a Land Art veio alargar o campo de atuação artística para a própria paisagem e da paisagem para o museu. A emergência do corpo como meio da realização artística preocupou vários artistas no início da década de 1970 e os seus trabalhos são documentos de ações artísticas que perduram a partir destes testemunhos. A par destes são apresentadas a emergência da prática do vídeo, com a diversidade de posicionamentos que lhe dão origem, e a nova fotografia alemã, sistemática e documento dos monumentos de uma ordem económica oriunda de uma cultura que havia rejeitado o objeto artístico.

Neste panorama de duas décadas intensas cruzam-se alguns dos principais posicionamentos artísticos do ocidente durante o terceiro quartel do século XX e a primeira década do século XXI.

Pedro Lapa
Curador

Do Paleolítico à Época Medieval – Exposição permanente

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Title : 15 e 16 de setembro
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O acervo do Museu reúne as colecções iniciais do fundador e de Estácio da Veiga. A estas somaram-se numerosas outras de trabalhos arqueológicos realizados sob tutela do Museu, bem como doações ou legados, a exemplo de Bustorff Silva, Luís Bramão, Samuel Levy.
Foram ainda feitas incorporações a partir de outros departamentos do Estado, como as colecções de arqueologia da antiga Casa Real Portuguesa, após a implantação da República; colecções de arqueologia do antigo Museu de Belas Artes, quando se criou o actual Museu Nacional de Arte Antiga, entre outros.

LOULÉ. Territórios, Memórias e Identidades

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Title : 15 e 16 de setembro
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Loulé, no sul de Portugal, é o mais extenso concelho do Algarve, que cruza de norte a sul e da serra ao mar. Dotado de bons recursos naturais, foi habitado pelo Homem ao longo dos tempos.

A história da Arqueologia de Loulé remonta ao trabalho pioneiro de Estácio da Veiga (1828-1891), que reuniu uma coleção para constituir o Museu Arqueológico do Algarve, mas que foi incorporada no então Museu Etnográfico Português em 1894. Assim, o património de Loulé ficou para sempre ligado ao Museu Nacional de Arqueologia.

Entre o século XX e o presente, a Arqueologia foi uma prática amadurecida no território louletano e no seu museu, pela ação de vários arqueólogos envolvidos nesta exposição.

São estas as razões que unem o Museu Nacional de Arqueologia e o Museu Municipal de Loulé na organização desta mostra, inscrita numa linha de colaboração prosseguida pelo Museu Nacional com as autarquias há duas décadas.

Esta exposição assume-se como o estado da Arte da investigação arqueológica do concelho de Loulé e conta a história das comunidades que o constituíram entre a Pré-História e a Idade Média, assente nos vestígios arqueológicos e nas fontes documentais conservados nas instituições que laboriosamente constroem as memórias e as identidades de Loulé.

Quase metade do concelho de Loulé é um “mar de serros” em xisto e aí existem muitos segredos que agora se vão revelar... "Vá lá ver!"Exposição “Loulé: Territórios, Memórias e Identidades”21 de Junho – 18h30Museu Nacional de Arqueologia Museu Municipal de Loulé#LTMI #MNArqueologia #museuloule #loule2017 #algarve #lisboa#património #heritage #patrimoine #arqueologia #archaeology #archéologie

Publicado por Museu Nacional de Arqueologia em Sábado, 17 de Junho de 2017

Há Fogo! Há Fogo! Acudam, acudam! – Exposição permanente

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Title : 15 e 16 de setembro
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Cidade antiga e populosa, Lisboa foi sempre sujeita a incêndios. Por isso, são já medievais as iniciativas para assegurar a prevenção e o combate dos sinistros enquanto atividade indispensável à cidade, ao seu património e ao bem-estar dos seus habitantes.

Detendo desde então a autoridade sobre a gestão deste serviço, o município de Lisboa não mais deixou de a exercer. Mas, é com a aquisição das primeiras bombas hidráulicas transportadas por homens que se inaugura a aventura das prodigiosas máquinas de extinção de incêndios e salvamento de pessoas e se progride no sentido de uma organização cada vez mais especializada.

Com balizas temporais que vão dos finais do século XVIII a inícios do século XX, esta exposição, reúne algumas dessas máquinas e outros objetos, para contar a história da evolução tecnológica na prestação do socorro a Lisboa.

São peças que pertencem às coleções do Museu do Regimento de Sapadores Bombeiros da Câmara Municipal de Lisboa, com forte valor identitário para os bombeiros, e com grande valor patrimonial para a cidade de Lisboa, sendo a sua salvaguarda e divulgação da maior importância.

Em exposição no Picadeiro Real (antigo edifício do Museu dos Coches) até Abril 2017.

A visita a esta exposição não acresce ao custo normal do bilhete de ingresso no Picadeiro Real.

Coleção de Gala e de Passeio dos Séculos XVI a XIX – Exposição permanente

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Title : 15 e 16 de setembro
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Reunindo uma coleção única no mundo de viaturas de gala e de passeio dos séculos XVI a XIX, na sua maioria provenientes da Casa Real Portuguesa, a que se acrescentaram veículos vindos dos bens da Igreja e de coleções particulares, o Museu Nacional dos Coches apresenta um excelente conjunto que permite ao visitante a compreensão da evolução técnica e artística dos meios de transporte de tração animal, utilizados pelas cortes europeias até ao aparecimento do automóvel.

Presidentes de Portugal – Exposição permanente

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Title : 15 e 16 de setembro
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Introdução 

Quando analisamos os poderes do Presidente da República temos em conta, quase exclusivamente, os seus poderes constitucionais ou, mais precisamente, as competências que lhe são cometidas pela Constituição.

Constituição de 1911 

De facto, em 1911 temos um Presidente da República em nada comparável ao Presidente do nosso sistema actual. Tratava-se, ali, de um Presidente da República típico dos sistemas de governo parlamentares, isto é, um Chefe do Estado que ou não é eleito (caso das monarquias parlamentares) ou que, como na República parlamentar de 1911, é eleito pelo parlamento (Congresso) e por este destituível. 

Constituição de 1933 

Por outras razões, também não há grande interesse científico em estabelecer comparações relativamente ao Presidente da República do chamado Estado Novo. Como é próprio de um regime autocrático, a Constituição de 1933 é uma Constituição meramente nominal ou semântica, pelo que aquilo que na realidade determina o relacionamento entre os diferentes órgãos de poder e a respectiva margem de actuação não é o texto constitucional, mas antes as relações de força tal como são vividas na realidade de um regime ditatorial.

Constituição de 1976 

Face a esta tradição, a configuração constitucional do órgão Presidente da República na Constituição de 1976 corresponde a algo radicalmente novo. Desde logo, trata-se de um Presidente eleito directamente pelos cidadãos num regime de democracia representativa e, por força do sistema eleitoral adoptado (duas voltas), eleito necessariamente pela maioria absoluta dos eleitores.

República Portuguesa – Exposição permanente

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Title : 15 e 16 de setembro
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Introdução 

Na manhã de 5 de Outubro de 1910 é proclamada a República, na varanda dos Paços do Concelho, em Lisboa. Com ela nasce também a instituição presidencial que, apesar das sucessivas alterações dos seus poderes, marca profundamente a história do século XX português.

I República (1910-1926) 

O primeiro Presidente constitucional da República Portuguesa, Manuel de Arriaga, é eleito no meio de forte competição, a 26 de Agosto de 1911. Com um mandato de quatro anos, ocupa a Presidência até 26 de Maio de 1915, data em que, na sequência da ditadura militar de Pimenta de Castro, resigna a favor de Teófilo Braga.

Estado Novo (1926-1974) 

O golpe de estado, que triunfa praticamente sem oposição, inaugura um longo período ditatorial. Os primeiros meses da Ditadura Militar são turbulentos e confusos, com os líderes da insurreição a disputarem o poder: Sinel de Cordes, Mendes Cabeçadas, Gomes da Costa.

Democracia 

Os dois primeiros Presidentes do após 25 de Abril, António de Spínola e Francisco da Costa Gomes, são propostos pelo Movimento das Forças Armadas e não eleitos.

Símbolos Nacionais – Exposição permanente

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Title : 15 e 16 de setembro
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Bandeira Nacional

Após a vitória da revolução republicana de 5 de Outubro de 1910, os novos dirigentes vêem na redefinição dos símbolos nacionais uma das suas prioridades. O Hino da Carta é substituído pela marcha A Portuguesa, a bandeira azul e branca pela verde e rubra.

Hino Nacional

Alfredo Keil terá composto na noite de 12 de Janeiro a marcha patriótica A Portuguesa, em protesto contra o Ultimato Inglês de 11 de Janeiro de 1890. A iniciativa surgira durante um jantar de amigos frequentadores da “Tabacaria Costa” do Rossio e da editora musical “Neuparth” no Chiado, grupo de que fazem parte, entre outros, Keil, Augusto Neuparth, Duque de Palmela, Rafael Bordalo Pinheiro, Sebastião de Magalhães Lima e Teófilo Braga.