Dengue Dengue Dengue!

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Title : 27 JULHO
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Catalog ref. : 01:15

A dupla peruana de Tropical Bass, composta por Filipe Salmon e Rafael Pereira vai trazer diretamente de Lima as suas experiências sonoras mergulhadas na Cumbia Digital, um projeto sempre em constante evolução, que explora ritmos e sons do mundo. Não é fácil atribuir um género específico ao duo, mas certo é que graças ao espetáculo visual que trazem e às muitas sonoridades envolvidas o resultado só se pode traduzir em festa.

Coleção Berardo (1960–2010) – Exposição Permanente

Neste piso, a apresentação da coleção do museu é dedicada ao período que se inicia em 1960 e se prolonga por cinco décadas. A exposição agrupa os mais significativos movimentos artísticos das neovanguardas, como sejam o minimalismo, o conceptualismo, o pós-minimalismo, a land art ou a arte povera, entre outros. No curso destes movimentos, o objeto artístico foi sofrendo uma profunda reconfiguração das suas categorias tradicionais, pelo que a sua manifestação implicou não só a realização de pressupostos apenas vislumbrados pelas vanguardas históricas como também um refazer no depois daquele tempo.

O percurso inicia-se com as experiências minimalistas, que reclamaram o primado da experiência percetiva sobre o conhecimento linguístico do objeto artístico, a que se seguiu um aprofundamento do sensorialismo, já não restringido ao âmbito da visão mas sim extensível aos movimentos do corpo do observador. A interrogação do conceptualismo sobre o papel da linguagem verbal e a relação desta com a imagem, geralmente fotográfica, definiu uma outra ordem para o objeto artístico, que perdeu a sua relação com o fazer artesanal e se posicionou como ideia daquilo que pode ser enquanto arte. Se a arte minimal havia valorizado o objeto produzido industrialmente, a arte povera italiana veio confrontar essa determinação tecnológica com o valor das substâncias naturais e a memória poética decorrente, numa dialética crítica. Por seu turno, a land art veio alargar o campo de atuação artística para a própria paisagem e da própria paisagem para o museu. A emergência do corpo como meio de realização artística preocupou vários artistas no início da década de 1970, e os trabalhos destes são documentos de ações artísticas que perduram a partir daqueles testemunhos. A par disto, são apresentadas a emergência da prática do vídeo, com a diversidade de posicionamentos que lhe dão origem, e a nova fotografia alemã, sistemática e documental dos monumentos de uma ordem económica oriunda de uma cultura que havia rejeitado o objeto artístico.

No panorama destas cinco intensas décadas, cruzam-se alguns dos principais posicionamentos artísticos do Ocidente no terceiro quartel do século xx e na primeira década do século xxi.

Pedro Lapa
Curador

Visitas Guiadas

SEXTA-FEIRA – 27 Julho
19h30 – Helena Almeida (exposição “Coleção Berardo 1960-2010”)
20h30 – Alighiero e Boetti (exposição “Coleção Berardo 1960-2010”)

SÁBADO – 28 Julho
19h30 – Anish Kapoor (exposição “Coleção Berardo 1960-2010”)
20h30 – Christian Boltanski (exposição “Coleção Berardo 1960-2010”)

“Between the Devil and the Deep Blue Sea” de Pieter Hugo

Foram apresentadas pela primeira vez no Kunstmuseum Wolfsburg e de seguida no Museum für Kunst und Kulturgeschichte, em Dortmund. Agora, em Lisboa, a exposição destas quinze séries fotográficas de Pieter Hugo, produzidas entre 2003 e 2016, está patente no Museu Coleção Berardo.

O que é que nos divide e o que é que nos une? Como é que as pessoas vivem sob a sombra da repressão cultural ou do domínio político? O fotógrafo sul-africano Pieter Hugo (Joanesburgo, 1976) aborda estas questões nos seus retratos, nas suas naturezas-mortas e nas suas paisagens.

Criado na África do Sul durante o período pós-colonial, tendo testemunhado o fim do apartheid, em 1994, Hugo mostra uma intensa sensibilidade na observação das dissonâncias sociais. Com a sua máquina fotográfica, percorre todas as classes sociais de uma forma perspicaz, não apenas no seu país natal, a África do Sul, mas também noutras paragens, como o Ruanda, a Nigéria, o Gana, os Estados Unidos e a China. As suas fotografias captam os vestígios visíveis e invisíveis e as cicatrizes das vivências biográficas e da experiência histórica nacional. Hugo mostra especial interesse pelas subculturas sociais, pelo fosso entre o idealizado e o real.

As suas imagens apresentam-nos sem-abrigo, albinos, doentes com SIDA, domadores de hienas, serpentes e macacos, pessoas que reúnem ferros-velhos em cenários apocalípticos, atores de Nollywood em trajes e poses impressionantes, assim como a sua família e os seus amigos.

As suas fotografias estão isentas de qualquer hierarquia: todos são tratados com o mesmo respeito. Sendo mais um artista do que um antropólogo ou um repórter, Hugo capta o «momento de vulnerabilidade voluntária» (Pieter Hugo) com uma linguagem visual concisa e pronunciadamente imparcial, embora simultaneamente empática, criando assim verdadeiros retratos de uma poderosa franqueza. Em muitos casos, esta humanidade contrasta fortemente com as provações da realidade social em que as pessoas retratadas estão envolvidas. É neste sentido que as naturezas-mortas e as paisagens das imagens de Pieter Hugo se apresentam ocasionalmente como comentários sociais ou metáforas, complementando os seus retratos socioculturais.

Uma exposição do Kunstmuseum Wolfsburg.

Visitas Guiadas

SEXTA-FEIRA – 27 Julho
20h00 – Visita à exposição “Between the Devil and the Deep Blue Sea” de Pieter Hugo
21h00 – Visita à exposição “Between the Devil and the Deep Blue Sea” de Pieter Hugo

SÁBADO – 28 Julho
20h00 – Visita à exposição “Between the Devil and the Deep Blue Sea“ de Pieter Hugo
21h00 – Visita à exposição “Between the Devil and the Deep Blue Sea” de Pieter Hugo

Mike El Nite

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Title : 28 JULHO
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Catalog ref. : 00:40

Mike El Nite apresenta-se no Museu Coleção Berardo dia 28 de julho. O rapper português, que lançou este ano “Dr. Bayard”, o primeiro single do seu novo EP, não se inibe de desenterrar os guilty pleasures portugueses do passado e de voltar a apresentá-los sob uma lente contemporânea. A sonoridade, aliada à habilidade lírica, sempre tingida de um lado interventivo, resultou num dos grandes lançamentos de 2016 com “O Justiceiro”. O primeiro álbum de Mike El Nite foi aclamado pela crítica e considerado como um dos álbuns nacionais do ano pela Antena 3.

Conan Osiris

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Title : 28 Julho
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Catalog ref. : 01:30

Dia 28 de julho (sábado) é a vez de Conan Osiris se apresentar no Palco do Museu Berardo. Tiago Miranda, nome de berço do compositor e produtor, lançou recentemente o primeiro álbum de originais “Adoro Bolos”, um disco que recebeu fortes aplausos da crítica especializada e que agora será presenciado ao vivo com um concerto no Festival dos Museus à Noite. Uma experiência que promete ser memorável.

Monster Jinx ft J-K

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Title : 28 JULHO
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Catalog ref. : 23:15

Monster Jinx, o coletivo artístico grande Monstro Roxo, vai apresentar, no dia 28 de Julho no palco do Museu Coleção Berardo, dois dos seus fundadores, Darksunn e J-K. O autor de hip-hop com mais de 15 anos de produção, Darksunn, vai apresentar a sua música, animadora mas onde há algo meio assustador. J-K nasceu no Congo, cresceu na Sertã, viveu em Lisboa, morou no Porto e voltou a Lisboa. Não que isso tenha influenciado a sua música. Foram outros os poderes que açucaram a sua imaginação. A única forma que conhece para organizar o cérebro é a música e o único método que lhe enche as medidas é o Hip-Hop. Quando não está irritado com tudo ou contente com nada, distorce a vida e cria novos enredos para o dia a dia.

Linha, Forma e Cor — Obras da Coleção Berardo

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Title : 27 e 28 Julho
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Esta exposição centra-se na análise de um conjunto de obras da Coleção Berardo em que os artistas utilizam livre e criativamente a linha, a forma e a cor — elementos que estão intrinsecamente ligados à nossa vida, a tudo o que vemos, tocamos ou sentimos, e que podem ser considerados os principais blocos de construção da arte abstrata desde o início do século xx.

O aparecimento da fotografia no princípio do século xix tornou incongruente toda a forma de pintura naturalista e imitativa e levou os artistas a debaterem, questionarem e rejeitarem o conceito de arte. Mas o século xx não se limitou a debater, questionar e rejeitar o conceito de arte: preocupou-se também em defini-lo e redefini-lo, testando as suas possibilidades através da multiplicidade de estilos e movimentos.

A presente exposição pretende, a partir de quatro artistas presentes na Coleção Berardo — Kazimir MalevichPiet MondrianJosef Albers e Ad Reinhardt—, analisar a arte abstrata, bem como o enorme leque de ações e possibilidades expressivas que dela surgiram, através da grande tensão que existe entre os seus diferentes ramos (não-objetiva, não-figurativa, absoluta e concreta).

A arte abstrata surge no início do século xx, a partir das experiências das vanguardas europeias que recusam a herança renascentista das academias de arte e usam os elementos puros das artes visuais — como as cores, as linhas e as formas geométricas — na composição das suas obras de uma forma não-representacional e absolutamente livre.

É, no entanto, a partir dos anos 40, no pós-guerra, que a arte abstrata alcança o seu triunfo. Começando em Paris, importada por artistas emigrantes holandeses, russos e alemães, conquista a Europa inteira, ultrapassando fronteiras, continentes e oceanos, sendo o reflexo do estado de espírito dos artistas, profundamente tocados e afetados pelas ondas de choque que abalam os valores da civilização, da cultura e da arte.

É neste estado de espírito, aliado à sensação de liberdade que se vivia e à crença numa arte universal, sem fronteiras, que devemos inserir o triunfo da arte abstrata no pós-guerra.

Malevich é o primeiro artista que tenta seriamente chegar à pintura absoluta, purificada de qualquer alusão objetiva, através da supremacia da cor e da forma, que nos permitirão alcançar a sensação pura e o carácter dinâmico da obra de arte. O seu pensamento influenciará profundamente a obra de artistas como Yves KleinPiero Manzoni e Robert Ryman.

Para Mondrian, a eliminação do real e do visível é um princípio filosófico e transcendental que se alcança através de uma pureza estética, criada a partir das cores e dos elementos puros. Mondrian e o movimento De Stijl influenciarão os artistas da action painting, da arte monocromática, da arte cinética, da pintura zero e da op art.

Influenciado pelo De Stijl, Albers apresenta uma extrema redução da forma, elaborada com grande primor pictórico e técnico. As suas pinturas maiores, a série Homenagem ao Quadrado, pintadas a partir de 1950, demonstram claramente como as coisas elementares são inexplicáveis. A sensação de insegurança que as suas obras provocam é, sem dúvida, a grande prova da falibilidade da nossa percepção. A combinação das possibilidades perceptivas é infinita, e a incapacidade de o nosso olhar as fixar é dolorosamente evidente, tanto física como mentalmente. É necessário ter uma enorme sensibilidade para captar as suas nuances e reconhecer a originalidade da sua obra.

Para Reinhardt, a pintura só é concebível como o produto de uma cultura à beira do fim. As suas pinturas aproximam-se do grau zero, daquilo que não é visível. Na década de 1950, utiliza apenas uma cor, passando do azul para o preto, capaz de variações infinitas, com a adição de cores primárias. Um preto que inclui todas as cores, que significa tudo, precisamente porque é negativo, propondo uma arte pura e vazia, absoluta, exclusiva, não-objetiva, não-representativa, não-expressionista, independente, intemporal e não-subjetiva.

Hoje, e com o distanciamento que o tempo nos permite, podemos concluir que a arte abstrata não foi unificadora, não aboliu a beleza nem eliminou o individualismo; antes pelo contrário, deu origem a inúmeras possibilidades expressivas. Nesta exposição, tentaremos analisar algumas das quais através do jogo de conceitos, intuições e sentimentos que os artistas exploram e que nos provocam diferentes emoções e interpretações; assim, há uma emancipação, bem como uma renúncia às mensagens que lhes são impostas.

Obras de  Josef Albers, Fernando Calhau, Alan Charlton, Noronha da Costa, José Pedro Croft, Ian Davenport, Fernanda Fragateiro, Al Held, Gary Hume, Ann Veronica Janssens, Peter Joseph, Yves Klein, Imi Knoebel, José Loureiro, Kazimir Malevich, John McCracken, Ana Mendieta, Piet Mondrian, Bruce Nauman, Ad Reinhardt, Pedro Cabrita Reis, António Sena, Ângelo de Sousa, Frank Stella, Hiroshi Sugimoto, Cy Twombly e Victor Pires Vieira.
Curadoria de Rita Lougares e Jorge André Catarino.

Monster Jinx ft Darksunn

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Title : 28 JULHO
Label : ,
Catalog ref. : 21:45

Monster Jinx, o coletivo artístico grande Monstro Roxo, vai apresentar, no dia 28 de Julho no palco do Museu Coleção Berardo, dois dos seus fundadores, Darksunn e J-K. O autor de hip-hop com mais de 15 anos de produção, Darksunn, vai apresentar a sua música, animadora mas onde há algo meio assustador. J-K nasceu no Congo, cresceu na Sertã, viveu em Lisboa, morou no Porto e voltou a Lisboa. Não que isso tenha influenciado a sua música. Foram outros os poderes que açucaram a sua imaginação. A única forma que conhece para organizar o cérebro é a música e o único método que lhe enche as medidas é o Hip-Hop. Quando não está irritado com tudo ou contente com nada, distorce a vida e cria novos enredos para o dia a dia.

Pedro

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Title : 27 JULHO
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Catalog ref. : 00:00

O Museu Coleção Berardo, que já tem habituado os fãs a receber as melhores sonoridades eletrónicas irá contar no dia 27 com PEDRO. O produtor e DJ de Lisboa anteriormente conhecido por KKing Kong. Nascido e criado na Damaia, o contágio das batidas que se ouvem no seu bairro foi inevitável e contribuiu muito para a banda sonora da adolescência do produtor da Linha de Sintra, cuja influência celebra desde as primeiras batidas saídas do seu quarto em 2013, até aos lançamentos recentes onde afirma uma sonoridade única e inconfundível que o coloca na linha da frente da revolução eletrónica lisboeta. Fortes batidas sincopadas e algumas das linhas melódicas mais hipnóticas e contagiantes a sair dos subúrbios de Lisboa formam sua visão altamente pessoal da música de dança eletrónica, que já resultou em hinos de pista globais como os recentes ‘Damaia’ ou ’Drenas’.

Progressivu

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Title : 27 JULHO
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Catalog ref. : 23:20

Mário Costa apresentou-se ao público como Progressivu em fevereiro de 2016 nas Hard Ass Sessions, as festas da Enchufada no Lux Frágil. Presença assídua nestas festas e seguidor da cena afro, começou por destacar-se no dancefloor até dar o salto para a cabine de DJ. Em 2017 começou as festas “De Surra”, com PEDRO, e lançou os seus primeiros trabalhos na produção.